Dicas básicas de harmonização de vinhos.

Harmonizar é buscar a melhor combinação entre os sabores da comida e as características do vinho para que uma refeição se torne uma experiência única, que inspira e agrada os sentidos. Vamos, então, às dicas básicas de harmonização de vinhos.

O principal para aprender é: vinhos leves combinam com comidas leves, enquanto que vinhos mais encorpados pedem uma comida mais robusta.

Assim, vinhos brancos frescos, com bastante acidez, vinhos rosés leves e espumantes combinam com aperitivos, saladas, comida oriental e peixes.

Vinhos brancos ou rosés mais encorpados pedem comidas um pouco mais gordurosas, como um risoto, um peixe ou frango com molho de queijos.

Para carnes, o ideal é o vinho tinto. Carnes com molhos mais leves, pedem vinhos com menos corpo. Enquanto que carnes mais fortes e com molhos mais pesados, pedem um vinho de corpo médio a encorpado.

Não me agrada muito peixe com vinho tinto, mas se você é do time que não abandona o tinto, sugiro um Pinot Noir mais leve, para evitar que o peixe ou o vinho fiquem com gosto de alumínio.

Para doces, o ideal são vinhos mais doces que o alimento, para que o vinho não fique “amargo”. Então, com sobremesa o ideal é combinar um espumante moscatel ou vinhos de colheita tardia ou fortificados.  Eles ficam incríveis também com queijos azuis, como gorgonzola.

Se quiser combinar chocolate com vinho tinto, o chocolate meio-amargo ou amargo são ótimos. Ao leite, particularmente, não gosto com vinho tinto.

Sobre ocasiões, momentos descontraídos pedem vinhos desembaraçados, com mais acidez e frescor. Logo, não queira harmonizar vinhos mais encorpados, com eventos casuais, como um dia na piscina. Se o objetivo for jogar conversa fora, aposte em vinhos menos complexos.

Deixe aquele vinho mais rebuscado para acompanhar um churrasco, um jantar ou para degustar com pessoas que queiram mesmo apreciar as características do vinho. Afinal, nem todos seus amigos são bebedores contumazes de vinho e podem não ter o paladar preparado para tanto.

E ninguém gosta de errar pelo excesso, não é mesmo?

Por Ana Carla Wingert de Moraes

6 comentários em “Dicas básicas de harmonização de vinhos.

  1. Juliana Vingra Responder

    Ótimo post. Vou imprimir e colocar na minha geladeira para me socorrer quando bater aquela vontade de cozinhar hehe

    • Ana Carla Autor do postResponder

      Ótima ideia! Não tinha pensado nisso, mas é uma boa tática para quando a memória der tilt, rs. Fico muito feliz de poder ajudar com as dicas. Beijo, beijo.

  2. Caroline Marques Responder

    Ótimo post! Adorei as dicas! Sempre tenho dúvida sobre qual vinho escolher para combinar com os pratos.

    • Ana Carla Autor do postResponder

      Muito obrigada! Com tantas opções ficamos confusas mesmo! Mas, harmonizar é também experimentar e se divertir conhecendo nosso paladar. 😉

  3. Rafael Responder

    Olá Ana!Parabéns pelo Blog e pelo post! Complementando suas dicas é importante frisar que os componentes predominantes da comida(doçura,umami,amargor,sal,acidez,picante e gordura) afetam as características gustativas do vinho. A acidez de um prato como uma pasta ao sugo por exemplo, diminui a percepção de acidez(“água na boca”), aumenta a percepção de corpo(“peso na boca”), doçura e fruta do vinho. Portanto um vinho com acidez baixa( um Grenache monovarietal, por exemplo) poderá parecer flácido no paladar se harmonizado com spaghetti ao sugo. O umami(sensação de “gosto saboroso”)presente por exemplo, num queijo Camembert maduro, aumenta a percepção de amargor, acidez e o efeito de ardência do álcool; além de diminuir a percepção de corpo, doçura e fruta do vinho. Assim um vinho com alto teor alcoólico (um blend bordalês do Novo Mundo, por exemplo) poderá parecer amargo e produzir uma sensação ardente na garganta.

    Sal e acidez em altos níveis são de baixo risco para harmonizar ou contrastar o vinho.Umami,picante,doce e amargo são de risco alto. Assim como vinhos mais complexos(aromas,sabores,taninos,álcool,acidez,corpo e doçura) são mais desafiadores que vinhos mais simples. Por isso grandes vinhos harmonizados com os componentes errados da comida poderão perder a graça.

    O resultado é que a comida e o vinho possam gerar mais prazer juntos que separados. Espero poder ter contribuído.

    Abraço.

    • Ana Carla Autor do postResponder

      Oi Rafael! Muito obrigada pelo elogio e pela contribuição. Excelentes as tuas colocações!! Realmente a busca é sempre pelo maior prazer na hora da combinação e essas dicas mais técnicas são ótimas para não errar. Dá para notar facilmente que você domina muito o assunto!! Obrigada por compartilhar também teu conhecimento por aqui e já sugerir os estilos de vinhos, porque às vezes essas dicas sobre os componentes predominantes da comida ficam bem abstratas. Contribuiu muito será sempre bem-vindo!! Abraço.

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